Joaquim Manoel de Macedo
Introduziu a prosa romântica com “A Moreninha”, em 1844. O livro conta a
história de Carolina e Augusto, que fizeram, quando crianças, a
promessa de que se casariam quando crescessem, trocando breves (pequeno
“pacotinho” costurado com um pertence pessoal da pessoa amada, que
indicava comprometimento amoroso) já nessa época.Eles crescem sem se
ver, mantendo a promessa, cada um à sua maneira: Carolina torna-se
arrogante e difícil, não permitindo que seus pretendentes se aproximem
dela; Augusto se torna um verdadeiro galinha: para não amar nenhuma
exclusivamente, ele fica com todas.
Augusto e seus primos estavam no Rio,
onde fizeram uma aposta: se Augusto se casasse com alguma donzela no
período de um mês, ele teria de escrever um livro; se não, os primos
escreveriam.Aposta feita. Houve, na cidade, um super sarau (festa de
boate da época, para burgueses), aonde os primos iam tentar fazer com
que Augusto conhecesse alguma donzela de quem gostasse mais.
E aconteceu
que, nesse sarau, estava Carolina, conhecida na cidade por sua beleza,
sendo chamada de Moreninha. Não reconhecendo Augusto, Carolina se faz de
arrogante quando ele tenta se aproximar.Mas Augusto se apaixona, e não
desiste: se inscreve na aula de bordado que Carolina cursa em sua casa.
Conversa vai, conversa vem, ela também se apaixona… Mas um conta ao
outro que eles estão prometidos. Depois de muita conversa furada de que
ele não poderia mais ficar ali e tal e coisa, eles acabam mostrando os
breves um ao outro, recordando a promessa.
Se casam exatamente um mês
depois da aposta de Augusto, que escreve o livro “A moreninha”.Carolina e
Augusta representam os típicos heróis românticos: burgueses, lineares,
sem nenhuma profundidade psicológica. Ocorre a tensão bem versus
mal, na qual o mal é a promessa e a troca de breves, que os impedem de
ficar juntos antes.
Além de “A moreninha”, Joaquim M. Macedo também
escreveu “O Moço Loiro” e “A Luneta Mágica”.
José de Alencar
Considerado o melhor poeta romântico por ter escrito todos os tipos de
romances (que ele mesmo criou a divisão) e ter criado um quadro completo
do Brasil no tempo e no espaço com história desde a época da
colonização, passadas no interior e na capital do país.
Seus romances
urbanos retratam o Rio no século XIX; os indianistas retratam as selvas
brasileiras desde os tempos coloniais até o século XVII; os históricos
falam do ciclo da mineração do século XVIII e os regionalistas falam do
interior do país no século XIX.
Quando falamos em prosa romântica histórica e indianista, precisamos nos referir à José de Alencar, o autor
cearense conseguiu transitar entre as quatro tendências e sendo o
principal autor nos dois últimos estilos citados. Dentre suas obras
destacam-se :- Romance urbano : Lucíola , de 1862.
- Romance regionalista : O sertanejo , de 1875.
- Romance histórico : A guerra dos mascates , de 1873.
- Romance indianista : O guarani , de 1857.
Visconde de Taunay
Obras:
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Romance: A Mocidade de Trajano (1872), Lágrimas do Coração (1873)
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Narrativas: Histórias Brasileiras (1874)
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Comédia: De mão à Boca se Perde a Sopa (1874)
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Drama: Narrativas Militares. Cenas e Tipos (1878), Quadros da natureza (1882), Fantasias (1882), Amélia Smith (1886)
Produz uma obra regionalista num tom de manifesto, mas sem muita repercussão da temática nordestina em O Cabeleira. Temática voltada para o banditismo como efeito da miséria, latifúndio, secas e migrações.
Obras:
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Contos - A Trindade maldita (1861)
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Romance - Os Índios do Jaguaribe (1862), A Casa de Palha (1866), O Cabeleira (1876), O Mulato (1878), Lourenço (1881)
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Novela - Um Casamento no Arrebalde (1869)
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Contos - A Trindade maldita (1861)




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