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03 junho 2012

Joaquim Manoel de Macedo
Introduziu a prosa romântica com “A Moreninha”, em 1844. O livro conta a história de Carolina e Augusto, que fizeram, quando crianças, a promessa de que se casariam quando crescessem, trocando breves (pequeno “pacotinho” costurado com um pertence pessoal da pessoa amada, que indicava comprometimento amoroso) já nessa época.Eles crescem sem se ver, mantendo a promessa, cada um à sua maneira: Carolina torna-se arrogante e difícil, não permitindo que seus pretendentes se aproximem dela; Augusto se torna um verdadeiro galinha: para não amar nenhuma exclusivamente, ele fica com todas.
Augusto e seus primos estavam no Rio, onde fizeram uma aposta: se Augusto se casasse com alguma donzela no período de um mês, ele teria de escrever um livro; se não, os primos escreveriam.Aposta feita. Houve, na cidade, um super sarau (festa de boate da época, para burgueses), aonde os primos iam tentar fazer com que Augusto conhecesse alguma donzela de quem gostasse mais. 
E aconteceu que, nesse sarau, estava Carolina, conhecida na cidade por sua beleza, sendo chamada de Moreninha. Não reconhecendo Augusto, Carolina se faz de arrogante quando ele tenta se aproximar.Mas Augusto se apaixona, e não desiste: se inscreve na aula de bordado que Carolina cursa em sua casa. Conversa vai, conversa vem, ela também se apaixona… Mas um conta ao outro que eles estão prometidos. Depois de muita conversa furada de que ele não poderia mais ficar ali e tal e coisa, eles acabam mostrando os breves um ao outro, recordando a promessa. 
Se casam exatamente um mês depois da aposta de Augusto, que escreve o livro “A moreninha”.Carolina e Augusta representam os típicos heróis românticos: burgueses, lineares, sem nenhuma profundidade psicológica. Ocorre a tensão bem versus mal, na qual o mal é a promessa e a troca de breves, que os impedem de ficar juntos antes. 
Além de “A moreninha”, Joaquim M. Macedo também escreveu “O Moço Loiro” e “A Luneta Mágica”.


José de Alencar
Considerado o melhor poeta romântico por ter escrito todos os tipos de romances (que ele mesmo criou a divisão) e ter criado um quadro completo do Brasil no tempo e no espaço com história desde a época da colonização, passadas no interior e na capital do país. 
Seus romances urbanos retratam o Rio no século XIX; os indianistas retratam as selvas brasileiras desde os tempos coloniais até o século XVII; os históricos falam do ciclo da mineração do século XVIII e os regionalistas falam do interior do país no século XIX.
Quando falamos em prosa romântica histórica e indianista, precisamos nos referir à José de Alencar, o autor cearense conseguiu transitar entre as quatro tendências e sendo o principal autor nos dois últimos estilos citados. Dentre suas obras destacam-se :
- Romance urbano : Lucíola , de 1862.
- Romance regionalista : O sertanejo , de 1875.
- Romance histórico : A guerra dos mascates , de 1873.
- Romance indianista : O guarani , de 1857.

 Visconde de Taunay
Obras:
 

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